Emoções dominando nossas vidas e decidindo o futuro do futebol
O time do Brasil se prepara, mão no peito para cantar o hino nacional,afinal, somos todos brasileiros, torcida animada e confiante numa vitória com muita luta e garra. O juiz apita, começa o espetáculo que faz nosso coração bater mais forte. Primeiro tempo, Robinho recebe lindo passe e faz o primeiro goooooool da partida! Os torcedores vão ao delírio, o time adversário silencia e pensa essa: já era... O jogo continua, o Brasil perde muitos lances de gols fáceis e bonitos que se tivessem entrado na trave, teria saído uns 3 a 1 mas o psicológico não ajudava, você disse o quê? Sim, disse psicológico. Nunca essa palavra ecoou tão forte numa copa do mundo.
Quando o Brasil volta no segundo tempo: gol da Holanda. Foi a gota d’água.Esse fato provoca uma desarmonia nas emoções dos jogadores , foi como se uma orquestra tocasse em ritmos diferentes, todos os envolvidos começam a sair do tom suave das notas musicais, cada um queria tocar uma melodia diferente o jogo se transformou em um verdadeiro caos. Galvão Bueno,narrador da Rede Globo traduziu tudo isso como um” desequilíbrio emocional”, ou seja, no momento do gol adversário os jogadores se abateram emocionalmente a tal ponto que não acertavam mais mostrar dentro de campo aquele jogo bonito, cheio de garra e orgulho que o Brasil tem apresentado para sua fiel torcida.
Que estrutura é esta composta de um cérebro que comanda nossas emoções e decide nossas vidas? Que, a depender da situação, nos impulsiona ou nos deixa preso a não agirmos mais positivamente? Que tipo de poder a ação do outro tem sobre nós? Estudos na área podem responder a todos esses questionamentos: quanto maior for nossa habilidade de pensar positivamente maior será nossa chance de alcançar o sucesso almejado. Ou seja, o opositor não terá influência sobre nós se nos sentimos capazes de fazer algo que já dominamos. É como se no momento do conflito, seja preciso criar uma barreira entre nossos pensamentos e a ação que nos causa angustia.
Se atribuirmos a derrota do Brasil a seu desequilíbrio emocional diante do primeiro gol da Holanda ( e pensar assim faz sentido) pois dominamos o primeiro tempo, fizemos muitas armações para possíveis gols, mas só foi o time oposto mostrar suas garras que sentimos o peso de pensar que tudo esta perdido, daí não existe mais futebol bonito, nem os melhores do mundo admitem que são, e começam a pensar negativamente assustando a torcida que sofre , grita e perde também suas esperanças.
Em virtude de tudo que passamos na semifinal da copa do mundo me senti á vontade para realizar uma analogia: comparar o jogo de futebol com a sala de aula, pois quando tudo esta bem o aluno aprende, quando tudo vai mal, o aluno começa a adquirir dificuldades em aprender. Quero dizer que emoções vividas fora ou dentro do contexto escolar serão decisivas para o sucesso da aprendizagem. Alguns profissionais de educação que assumem o papel de verdadeiros juizes do saber não levam em consideração a caminhada e tempo percorrido de cada um e, dependendo de sua análise, a aula ou o jogo será contra ou a favor da turma ( ou do time).
Concluindo, seria tão bom que ao invés do placar do jogo de futebol ou das notas que irá preencher a caderneta, ambos pudessem levar em consideração a caminhada que realizamos para alcançar nossos objetivos seja com gols ou na prova, que os professores - treinadores técnicos levassem em conta o ritmo das emoções de cada um e que ninguém veja o perigo no outro a ponto de baixar sua aultoestima e perder a partida, mas que tenhamos um equilíbrio emocional que nos leve a vitória, seja na vida ou na escola.
Assinar:
Postagens (Atom)






